Uma das vertentes do ofício de tradução que eu realmente admiro é a interpretação simultânea, aquela que o intérprete vai ouvindo e traduzindo ao mesmo tempo. Tipo aquele pessoal do Oscar, mas sem fazer a gracinha do: "....e agora, o apresentador contou uma piada sobre o governo americano e toda a plateia riu." Ah, conta para mim também, pôxa...

Acho o trabalho de interpretação fascinante. Salvo conversas informais com amigos estrangeiros, nunca me aventurei nessa área. E depois de uma das últimas convenções da ONU, até fiquei com medo dos efeitos colaterais de um palestrante bizarro, ditador e com verborragia.

Obviamente, as Nações Unidas contam com uma grande equipe de tradutores e intépretes, e sem eles nenhuma negociação diplomática avançaria um milímetro sequer. Mas imaginem como deve ficar a cabecinha dos profissionais depois de uma assembleia geral - e digo não só pelo denso conteúdo das discussões, mas da miscelânea sociocultural, geopolítica, linguistico-comportamental etc e tal entre os digníssimos chefes de nações.

Imaginem o intérpete do Lula. Imaginem o jogo de cintura idiomático que o indivíduo deve ter quando nosso presidente diz que "Qualquer analfabeto pode plantar um pé de petróleo".
Sugestões em vários idiomas, por favor, postar nos comentários.


Em uma assembleia de setembro, o dirigente líbio Muammar Kadhafi estrapolou os 15 minutos de discurso que lhe cabiam, e depois dos primeiros (!) 75 minutos repletos de incoerências e gritarias verbais de Kadhafi, aos trancos e barrancos, o intérprete simplesmente pirou. Segundo o The New York Post, ele teria exclamado "Não aguento mais!" e saiu correndo de seu posto.

Rasha Ajalyaqeen, responsável pela seção árabe dos intérpretes das Nações Unidas, socorreu o colega e assumiu os últimos 20 minutos de interpretação. Ele disse que, em 25 anos de ofício, nunca viu coisa parecida.

Li certa vez um intérprete sueco na União Europeia contando que a tarefa de traduzir em simultâneo nas sessões parlamentares da UE é um trabalho tão difícil, que na realidade exigiria 20 anos de experiência profissional. Acrescentou ainda que ser tradutor é tão cansativo, que ninguém aguenta trabalhar mais do que meia hora de cada vez, por isso há sempre três intérpretes que se revezam.

Em outra ocasião, o governo sudanês intimidou fisicamente o intérprete de Kofi Annan quando o secretário-geral da ONU visitou a região de Darfur.
Ufa!

Mas tem suas compensações.
Por exemplo, ter como representante da categoria a Nicole Kidman contracenando com o Sean Penn em um filme do Sidney Pollack sobre uma intérprete que salva um líder político da morte. Precisa mais?

Quando assisti "A Intérprete", de 2005, morri de inveja da superpoderosa, bem-sucedida, linda, magra, alta e loira intérprete da ONU. Como ela arranja tempo para ser sarada assim e ainda se envolver em uma conspiração internacional? Só no cinema.
Enfim, confiram. Vale a pena. O filme é bom, e o Sean Penn é tão feio que chega a ser sexy. Eu e a Madonna gostamos.

Deixo uma ótima reportagem da Revista Língua sobre a interpretação simultânea ou consecutiva e as saias justas que esses nobres profissionais enfrentam. Enjoy it!


Hoje comemora-se mundialmente o Dia do Tradutor.

O dia foi escolhido em homenagem a São Jerônimo, padroeiro dos tradutores, que dedicou sua vida ao estudo das Escrituras e traduziu a Bíblia para o latim (atividade que levou 15 anos para ser concluída). 30 de setembro é a data de falecimento do santo, provavelmente em 420 ou 419 d. C.

A data não movimenta o comércio, não é feriado e você não manda cartão de felicitações ao seu tradutor - até porque ninguém tem um tradutor de plantão como tem um médico, professor ou dentista. Mas aqui estamos, e deixo meu "feliz nosso dia", que também se estende às secretárias, com este vídeo sobre a carreira de Tradutor:

A Profissão de Tradutor

Eu estava limpando meu escritório quando resolvi mexer em pastas antigas, do tempo da faculdade, e encontrei uma cópia do livro “Fernão Capelo Gaivota” (original em inglês: “Jonathan Livingston Seagull”, de Richard Bach, 1970). Folheei incrédula, com medo de lembrar que um dia busquei ajuda espiritual em um livro com imagens de aves que ilustram uma parábola sobre alcançar voos mais altos e distantes.

Aliviada, vi que o propósito de eu ter guardado a cópia é que, em uma aula de Oficina de Tradução, a classe decidiu que aquela era a pior tradução já feita para um livro publicado que se tornaria referência de literatura de auto-ajuda e afins.

Trata-se da história de uma gaivota que não quer voar apenas para buscar alimento e decide voar também por prazer. Sei que a obra (?) virou filme com trilha de Neil Diamond e muita gente o tinha como livro de cabeceira na era pré “O Segredo”, mas até hoje não descobri a graça da coisa.

Enfim, não quero expor meus gostos literários nem azedar quem gosta do livro, mas reli as notas riscadas a lápis e separei algumas, que tentei dividir em categorias de “estranheza tradutória e de entendimento”, digamos assim.

A edição é de 1974 e não tenho interesse em citar o nome do(s) tradutor(es). Minha intenção não é apontar simplesmente por apontar, mas lembrar que uma tradução truncada desvia a atenção do leitor e coloca em dúvida a exatidão da mensagem. Pelo menos é assim que me senti enquanto leitora.

Primeira coisa: frases desconexas, sem fluidez de sentido.

1 - “Os mais velhos estavam ansiosos por que se desse um desastre qualquer, mas estão fora de si pela maneira como você conseguiu satisfazê-los.

Em que ponto da frase a coisa se perdeu? Aposto no “por que se desse”. E o “mas” não indica adversidade a nada.

2 – “Costas de penas cinzentas viraram-se a Fernão a partir desse momento, mas ele não deu a perceber tê-lo notado.”

Suponho que “costas de penas” sejam outras gaivotas virando as costas PARA o Fernão ( e não A ele), e talvez não A PARTIR desse momento, como se fosse uma atividade linear e frequente, mas NAQUELE momento. Quanto ao trecho depois da vírgula... também não percebi ter-me notado nada.

3 – “As promessas de momentos antes estavam esquecidas, varridas por aquele enorme vento rápido.”

Este é um dos trechos que me faz suspeitar de que o tradutor talvez não fosse brasileiro. O “estavam esquecidas” pode ser substituído por “foram esquecidas”. Já o “enorme vento rápido” parece as colagens com revistas que eu fazia quando criança.

4 – “Essa é a lei da Grande Gaivota, a lei que é.” (o livro ainda traz um grifo itálico no “é” final.)

Outro caso de inadequação verbal. Não li o original em inglês para não me influenciar, mas esse “a lei que é” está mais para “ a lei existente”, “a lei que vigora”, “a lei que predomina”, “ a lei de verdade”, etc e tal.

5 – “Não creia no que os seus olhos dizem.”

Sim, eu sei que o olhar fala. Mas fala ao outro, ao interlocutor, não a si mesmo. É o que chamo de “estilo florzinha”. Não dá para ser mais natural?
Arrisco a dar um pitaco:
“Não acredite naquilo que seus olhos veem”.

Para quem escreve, a escolha das palavras é um trabalho à parte. É nela que está o sucesso e a eficácia da transposição. Quando mal combinadas, as palavras causam impacto contrário ao esperado, tiram o colorido da cena que o leitor visualiza. É como usar blusa de bolinhas com calça listrada e cinto de oncinha.

1 – “As asas eram enormes e esfarrapadas barras de chumbo.”
Chumbo se esfarrapa?
Além do mais, o adjetivo “enorme” está fora do lugar.

2 – “Quando voltou a si, a noite já era velha.”
“Noite velha”, como aqui colocado e com o verbo “era”, soa estranho.

3 – “O vento era o rugido de um monstro na sua cabeça.”
Se a intenção do tradutor era causar medo, conseguiu.

4 – “Na sua mente latejava o triunfo.”
O tradutor queria dar a ideia da força da vitória que tomou a gaivota de surpresa e a atordoou. Mas aquilo que lateja dói ou causa desconforto, não?

5 – “Não era um pássaro vulgar.”
A princípio, nada de anormal. Mas, na verdade, Fernão Capelo Gaivota não era um pássaro comum. A escolha de “vulgar” foi infeliz, devido ao maior uso de seus outros significados em português: imoral, indecente, etc.

Alguns outros que me chamaram a atenção pela falta de sincronia semântica:
voz irreal, céus estonteantes de claridade, centelha de instante, choque de alegria, suportar as felicitações, puro fora-da-lei (creio que seria “legítimo fora-da-lei”), pôr de parte (“deixar de lado”? “isolar”? “afastar”?) selvático movimento desordenado (selvático = da selva), e:

“Os dois pássaros, irradiantes, deslizaram com ele.”

Aí se trata de erro, e não inadequação. Os passarinhos deviam estar RADIANTES de felicidade, e não irradiantes ou radiotivos, pobrezinhos.

As três frases seguintes são exemplos de problemas que passaram despercebidos na revisão gramatical:
1 - Não esqueça que a razão por que você voa é comer.
2 - Não tardou muito que Fernão voltasse a pairar no céu.
3 - Era apenas mais um dos do bando.

O texto também tem um tanto de pronomes e “tracinhos cês” que poderiam ser repensados:
1 – “A voz sumiu-se.”
2 – “A lembrança da sua vida na terra sumia-se.”
3 – “Os joelhos enfraqueceram-lhe, as penas tombaram-lhe, um enorme rugido ensurdeceu-o.”
4 – “Ele não podia impedir-se de pensar.

Além disso, o livro traz uma nota de tradutor incomum, dado o seu papel básico de explicar ou acrescentar ao leitor, sem intervenção direta no texto, algum termo ou situação da língua de partida:

Na trama, a gaivota protagonista passa a tentar vários movimentos aéreos que vão além do simples subir e mergulhar para pescar. Assim:

Descobriu o loop¹, o slow roll, o point roll, o inverted spin, o gull bunt, o pinwheel.
¹Este termo e os que o seguem designam movimentos de acrobacia aeronáutica. (N. do T.).

Uma busca rápida a glossários de manobras aéreas mostra que, por exemplo, “slow roll” é o tunô lento. O caso é que a tradução data de mais de três décadas, e as ferramentas de buscas do profissional eram bem menos tecnológicas, versáteis e velozes que a Internet. Bem... aí ele sofria, mesmo. Prefiro não imaginar.

Existe uma tradução mais recente do livro. A curiosidade me chama a conferir se a beleza dessa história foi enfim revelada, pois acredito que ela esteja muito mais nas descrições e no romantismo da redação do que na trama em si.
Como nesta frase do livro, que joguei no gúgou e surgiu em vários blogs e páginas pessoais, ao lado de letras do Legião Urbana e frases de Lair Ribeiro:

“A vida é o desconhecido e o desconhecível.”

E lê-se na contra-capa: “Fernando Capelo Gaivota é uma história com sentido.”

Então, fica combinado assim.


Todo tradutor é sedentário, viciado em trabalho e tem um bichinho de estimação?
A maioria.

Veja o original em inglês aqui.

“Antes de qualquer coisa, o tradutor deve ter uma ótima – para não dizer impecável – redação na sua língua materna.”

Assim nos disse um professor, no primeiro ano de faculdade. Alguns torceram o nariz, pois estudar gramática da Língua Portuguesa é tido como uma das atividades intelectuais mais chatas que existem. Nós, alunos, loucos para ler e desmembrar textos intrincados em inglês e espanhol, primeiro tivemos que enfrentar as aulas de linguística, análise sintática, gramática gerativa e latim – sim, latim. Tal prática foi o que me fomentou a consciência do que é fazer uma boa tradução.

E como nossa língua dá trabalho, não? Essa última revisão gramatical e suas alterações nos hífens e acentos são exemplo do que não só o profissional de idiomas e redação, mas qualquer cidadão brasileiro, deve estar atento na hora de escrever.


Seria chover no molhado falar nisso, mas trabalhei com Redação Empresarial e Comercial e conheci muita gente que me forneceu material real de problemas de escrita nessa área, além dos casos em que foi necessário corrigir o texto do cliente, alertá-lo sobre os problemas e só depois verter para o inglês. Felizmente, sem maiores protestos.

Uma palavra que costumo pensar duas vezes antes de corrigir é RANDOMICAMENTE e componentes (randomizar, randômico). Há uma década seu uso era raro, mas hoje virou epidemia, do pessoal da computação a apresentadores de tevê. Vem de random e da expressão at random, que significa “ao acaso”, “sem critério de seleção”. O termo consta dos nossos dicionários, mas quando não usado em estatísticas e textos técnicos, pode muito bem ser substituído pelo equivalente de origem latina: ALEATORIAMENTE.

Alguns outros termos, entre estrangeirismos, empréstimos e erros de português que anotei em trabalhos ou observando o cotidiano, mesmo:

IMPLANTAR: prefira IMPLEMENTAR
DRAMATICAMENTE: prefira SIGNIFICATIVAMENTE
ÀS EXPENSAS: o correto é A EXPENSAS
ATACHADO: prefira EM ANEXO/ANEXADO
ÀS CUSTAS DE: o correto é À CUSTA DE
SUJEITO A GUINCHO: o correto é SUJEITO À GUINCHAMENTO
ENTREGA A DOMICÍLIO: o correto é ENTREGA EM DOMICÍLIO
MELHOR PREPARADO: o correto é MAIS BEM PREPARADO
DESCULPEM O TRANSTORNO: o correto é DESCULPEM-NOS PELO TRANSTORNO
MANAGEMENT: prefira GERÊNCIA, DIREÇÃO, ADMINISTRAÇÃO
ATRAVÉS DO PRESENTE (email, aviso, etc): prefira POR MEIO DE/PELO PRESENTE
JUNTO A: prefira NO
ATTN: é a abreviação em inglês de “To the attention of” ou “aos cuidados de”. Só use para esse caso e em inglês.
ACUSAMOS O RECEBIMENTO: prefira RECEBI

Preze pela clareza e desconfie de textos “floridos” demais. No caso de dúvida, consulte um profissional. Não é assim que se aconselha em outras áreas? Por que não na redação?

Leia o papo que bati com o pessoal do E-blogue. E aproveite e leia o E-blogue todo.

Origada a Daisy Serena e a Jana Lauxen pelo convite e a chance de falar um pouco sobre Tradução.

Não é sempre que entro em fóruns on-line de tradutores, salas de discussão e comunidades sobre tradução em sites como o Orkut. Meu nome pode até estar lá, mas não participo ativamente. Gosto apenas de ler, absorver experiência dos profissionais mais antigos e conhecer as dúvidas dos mais novos, que podem ser as mesmas que as minhas.

O motivo é que sou capaz de passar o dia fuçando em tudo, entrando em links, conferindo citações e pesquisando nomes e conceitos que ainda desconheço, e isso é uma coisa que o freelancer com prazos de entrega apertadíssimos não pode se dar ao luxo sempre que tiver vontade. Mas não sou de ferro e vez ou outra lá estou eu, deliciando-me com a enxurrada de informações que um grupo de tradutores despeja quando se reúne, e notei que alguns tópicos são recorrentes. Notei e anotei.



Tenho mania de fazer listas. Top 5, Top 10, Top 234, os mais-mais de tudo um pouco, igual àquele personagem do Nick Hornby.

Desta fez, fiz uma listinha das coisas que sempre aparecem em uma conversa entre tradutores: quais as maiores dificuldades do nosso ofício e o que o público e clientela em geral pensam da gente.Traduzindo em números (com o perdão do trocadilho), a reclamação geral dos participantes de fóruns e afins é:

58% - Altos e baixos na oferta de trabalho.
O ofício de traduzir é ingrato no que se refere à estabilidade. A maioria dos tradutores freelance que conheço tem uma segunda atividade remunerada, geralmente com carteira assinada e na área da educação. É o que lhe garante férias, décimo terceiro salário, hora extra, descanso remunerado e outros direitos.Assim, a captação e renovação de clientes é uma luta cotidiana – quem não é visto não é lembrado – e, na prática, já houve épocas em que fiquei sobrecarregada de trabalho, e outras, a espera de um job se tornou angustiante. O profissional infelizmente não pode prever como será o mês e quanto vai faturar – a não ser que, mesmo não sendo contratado, ele tenha um volume fixo ou constante de trabalho. É o meu caso com a legendagem.

24% - A “má educação” do mercado
O cenário é o seguinte: hora do rush em cidade do interior (um quarteirão de congestionamento), quinta-feira, véspera de feriado prolongado. O celular toca, a pessoa diz: “Oi, você faz tradução? Bom. Eu QUERO que você traduza um texto de odontologia. Tem 10 folhas, mas eu reduzi o xérox pra caber mais, a letrinha tá meio pequena, mas dá pra ler tranqüilo. Então, dá pra ser pra segunda-feira? Ah: e eu não posso pagar mais do que 50,00 reais em tudo, tá?”Aconteceu comigo desse jeitinho. Dispensei o job e até hoje fico imaginando como o cidadão, possivelmente um universitário desesperado por ter deixado para última hora o trabalho do professor mais tirano do campus, se virou para dar conta do recado.Mas a falta de educação do mercado a qual os números se referem não é bem esta. Talvez por conhecer pouco ou nada sobre a natureza do trabalho de tradução e tudo o que ele envolve (pesquisa, comunicação, revisão, perícia computacional...), o cliente espera um trabalho de ótima qualidade para ontem e de baixa remuneração.Ou reclama quando o tradutor quer saber detalhes do funcionamento da máquina X para poder traduzir o manual ("Que diabos! Esse tradutor não sabe nada?").Ou reclama ainda mais quando você corrige o redator do texto original e questiona a fidelidade de certas informações tais como nomes próprios grafados errados e dados conflitantes. ("Que tradutor mais enxerido!")

18% - Outros.
Basicamente:- prazos apertados- não regulamentação da profissão- concorrência desleal (“Ah, qualquer um que saiba outro idioma sabe traduzir!”)- pagamento a longo prazo- desconto por palavras repetidas- solidão de trabalhar sozinho, sem colega para tomar cafezinho, almoçar no bandejão e discutir "Lost".

Isso tudo é fato, mas não conheço um tradutor que não seja apaixonado pelo ofício. Livin’ la vida loca.

Vale a pena ler: Olhômetro. O tipo de blog que eu queria ter escrito.

Passando pela sala esses dias, espiei o filme que passava na tevê (ligada para as moscas, culpa da minha mania de escrever com barulhos externos).
A personagem ouvia “(I’ve Got You) Under My Skin” na voz de Sinatra.

Tradução na tela: “Tenho você encravado em mim”.

Medo. Cole Porter se revira na tumba.

“Encravado” me lembra pelo e unha.

Não se trata de erro de tradução, e minha inquietação nem é essa. Outros tantos deram sua versão para o clássico (além da lenda de que a música fala de um amor ilícito). Mas que o negócio é arriscado, é.


Questão de gosto pessoal e intransferível: não me animo em traduzir letras de músicas.
Sem muita explicação. Apenas não acho que valha o esforço uma vez que, para mim,
música e letra são impossíveis de separar. Sua concepção se dá como um todo.
O que desperta sensações é o conjunto letra e melodia, seja lá em qual idioma for. Quando isolada e traduzida, a letra muitas vezes resulta em um belo texto, mas não invoca mais o mesmo sentimento.

Ruim é quando o texto fica horrível. O que é comum, dado que as rimas (ou falta de...), a métrica (idem) e coisa e tal de uma canção são particulares dela e de seu idioma, inerentes, grudadinhas, e a reprodução em outra língua gera um misto de incerteza e frustração de quem lê. O ouvinte passa a ser leitor, mas não consegue apagar a melodia da cabeça, querendo mentalmente reagrupar música e letra em outro idioma.

Não vamos, porém, confundir tradução de letra de música com adaptações de gosto duvidoso, do tipo “And I Love Her” dos Beatles, exaustivamente executada por uma dupla sertaneja aí (embora fosse de “autoria” de Roberto Carlos). Isso é encomenda para a novela das 7 e golpe mercadológico. Refiro-me à experiência de simplesmente traduzir a letra de uma canção para o seu idioma e continuar esperando que ela surta o mesmo efeito.
Algumas podem até não comprometer. Já as mais elaboradas merecem reflexão.

Ou então músicas de filmes.
Existem as categorias musicais em si. Filmes da Disney. Músicas escritas para o personagem. Músicas com o mesmo nome do filme. Filmes sobre música, e por aí vai. É uma necessidade mútua, ou que a obra visual realmente não faça sentido sem a obra de áudio. Não há como fugir, e a tradução vai acontecer de qualquer jeito – felizmente, no caso dos desenhos, sempre com muita criatividade. Adoro “Eu Me Remexo Muito”, de Madagascar. Nota 10 para o “Tá com tudo em cima”.

Voltando à cena com“(I’ve Got You) Under My Skin”:

A loira do vestido colado caminha lânguida em direção ao amado com as taças e o vinho na mão. E ela sussurra que o tem encravado nela. Ui.

*Traumas de minha infância tradutória: início dos anos 90, “Give it Away” (a do “Guibruêi, guibruêi, guibruêi náu!”) do Red Hot Chilli Peppers bomando “nas rádias”. A Bizz lança o suplemento “Letras Traduzidas”, e estava lá, nessa música:

You do a little dance and then you drink a little water
Você faz uma dancinha e depois bebe uma agüinha

Pior que escrevendo este post, decidi jogar no gúgou e constatei o eu desconfiava havia tempos: os sites de tradução copiam, sim, as traduções da finada Bizz!

Trabalhar em casa é um troço complicado. Quem não viveu essa experiência diz que adoraria acordar a hora que quisesse, não pegar trânsito, não ter que se arrumar, maquiar, pentear para ir trabalhar. Sim, a autonomia existe, mas não é bem assim. É preciso muita, mas muita disciplina para não correr para a televisão, a geladeira ou o quintal com aquele solzão cobrindo o gramado toda vez que o cansaço bate.

Em todo caso, nos dias em que não dou aula e trabalho em casa, tento me policiar. O problema é que não suporto silêncio. Desde criança, estudo, leio e escrevo com a tevê ligada. Preciso de um barulho externo para me concentrar. Do contrário, meus pensamentos tomam conta da cabeça e não consigo prestar atenção em texto, dicionário ou gúgou nenhum. Sofro da mente, penso em ritmo louco.

Sorte minha atuar com tradução audiovisual. O barulho já faz parte do pacote, não tem como desassociar. Horas a fio ouvindo gente falando, falando, falando e não tenho o compromisso de responder, dar opinião ou conselho.

Juntando lé com cré aqui na minha cabeça (tá vendo: sem barulho externo agora) acho que li “Cantiga de Ninar”, do Chuck Palahniuk, num momento bem oportuno da minha vida quanto a barulheira, caos, intolerância, pensamento e poder das palavras.

Esses barulhômanos. Esses calmófobos.

E hoje vou terminar de assistir “Choke – No Sufoco”, adaptação para o cinema do livro do “Mr. Chuck-o-cara-que-escreveu-Clube-da-Luta.”

Vi o começo, sem querer dublado (porque meu namorado sempre acha que configurou, mas não configurou os idiomas) e dei um pulo quando o narrador falou: “Tchâc”, No Sufoco".
Não! Não gosto do Chuck, o Brinquedo Assassino. É “Tchôuc”! rs . (Hum... talvez confundiram com o nome do autor! Mas o difícil é falar o sobrenome, não o first name...)

(Rapidinha: nas traduções para narração e dublagem, é uma regrinha comum da empresa para qual presto serviço colocar na frente de nomes e palavras estrangeiras uma transcrição fonética aportuguesada para que o narrador leia direitinho. Acho correto.
Traduzi uns episódios de “Paranormal State”, mistura de reality show e documentário sobre paranormalidade, e um dos personagens chama Chip Coffey (tchíp cófi). Mesma pronúncia de “café barato” em inglês. Ô dó.)



Conheço tradutores músicos, micro-empresários, cozinheiros, pintores, fotógrafos.

Veja bem: são tradutores que se enveredam por outras áreas, e não o contrário.

Nas conversas entre tradutores sempre surge um assunto paralelo em que cada um revela sua paixão, afinidade ou conhecimento profundo de outra coisa que não linguística. Acho isso extremamente válido em termos de aquisição de bagagem e, desde os tempos de faculdade, tenho a sensação de que o pessoal da Tradução (em especial, mas que se estende para Letras e afins) sempre está aberto para intercambialidades. Embora tivessem escolhido a Tradução como profissão ou norteador acadêmico, meus colegas de curso invariavelmente tocavam em bandas, eram cartunistas, faziam tapeçaria, davam aula de ioga, promoviam e lucravam com festanças universitárias, pintavam e bordavam, literalmente.
Quanto a mim, já me aventurei a ser dona de brechó e sócia de estúdio de tatuagem - sem nunca cogitar abandonar a Tradução.

Hoje, por meio de uma comunidade do Orkut, conheci o blog de um tradutor madrilenho que, segundo o próprio, usa os quadrinhos para dar vazão a sentimentos aflorados pela profissão. Seu alterego é o Mox, “tradutor jovem, porém altamente graduado, com dois PhDs, seis idiomas e que raramente ganha o salário mínimo.”

O blog é um exemplo dessa faceta suave ou escancarada de profissionais que não se amarram à ideia de que ter prazer em fazer algo diferente do que o diploma – ou o rumo que a vida toma – nos diz pode macular seu comprometimento com o bom exercício no seu ganha-pão.

FAQ

22 Abril

Este post é a continuação do anterior.
É meu Top 9 1/5 das perguntas e comentários que mais ouço quando digo que sou tradutora e que, no geral, reflete a curiosidade do público e da clientela, talvez porque embora a profissão de tradutor não seja nenhum mistério, também não é simples de ser imediatamente identificada como dizer que você é médico:

1 - Mas você tem outro emprego de verdade além desse bico?
2 - Mas não é o computador que faz legenda de filme?
3 - E precisa de faculdade para fazer isso?
4 - Você tem tuuuudo isso de dicionário? Para quê, você não é tradutora?
5 - Eu sei um pouco de inglês. Posso traduzir meu Abstract por cima, assim, e você só corrige? Nem tem termo técnico...
6- Ah, tá! Então o que significa "floofers righting wroulers" em inglês? Como não sabe?
7 - (vizinhos fofocando): Essa aí deve viver de herança ou pensão. Não sai para trabalhar ou dorme até meio-dia...
8- (os mesmos vizinhos fofocando depois que você explicou que trabalha em casa): Essa aí é mercenária. Trabalha de domingo e madrugada e feriado e dia santo, e não gasta nem com gasolina.
9 - Então é sua voz que aparece nos filmes?
9 1/5 - (Em casos como abertura de crediário de loja, pesquisa de rua e conversa de boteco eu digo que sou professora e pronto).


É claro que isso tudo serve para descontrair. Todavia, a seriedade e importância do ofício é comparável a qualquer outra atividade remunerada reconhecida pela CNT.

Todo mundo acha engraçado placas, anúncios, propagandas e afins com erros de português ou outro idioma - no caso de nós, brasileiros, principalmente o inglês, já que é culturalmente entendido que adoramos usar e abusar da língua de Shakespeare nesse tipo de segmento. Mas é fato que o cidadão que entende da língua de chegada em questão coloca a culpa no tradutor do serviço. Ué: quem primeiro recebe uma mensagem, pensa em um idioma e encontra um equivalente em outro é tradutor, não é? Concordo, seja o termo usado na esfera profissional ou não. E é o "ou não" que preocupa.


Uma vez, em uma festa de formatura, casamento, batizado, confraternização de fim de ano ou coisa que os valha (o nível alcoólico de então não me deixa lembrar hoje...) quase fui malhada quando disse que traduzia para um canal pago de televisão. E os ânimos se alteraram não pela eterna discussão dos erros de legendagem, mas pela tradução de título de filmes, o que eu nem chamaria de tradução, e sim de “equivalência com fins mercadológicos e lucrativos invariavelmente de autoria dos diretores e analistas de mercado das empresas de distribuição”, mas essa fica para a próxima.
Enfim, queriam me bater, como se EU tivesse escolhido todos esses títulos com expressões apelativas da moda (lembram de todos os “da pesada” e “do barulho” dos anos 80 e “fatais” pra lá e pra cá dos anos 90?). Então, é o que sempre digo: o negócio é não generalizar. Existem profissionais, e existem profissionais que não contratam profissionais para executar certos trabalhos. Infelizmente, a tradução é uma dessas atividades.

Assim, deixo um texto do jornalista e cronista Fritz Utzeri. É meio antigozinho*, mas ilustra o post com eficácia. E o mais bacana: não foi escrito por estudiosos e entusiastas da área. Se você se em algum momento já se identificou com ele, erga a mão.

*adoro o termo “antigozinho”. Se quiser, substitua informal e mentalmente por
“antiguinho”. Mas consegue imaginar um antigozinho? Sugestões e experiências
pessoais nos comentários, please
"O cardápio indigesto do tradutor

Tenho o maior respeito pelos tradutores. Acho muito mais difícil traduzir do que escrever, porque traduzir bem é reescrever, recriar a partir do zero, sem ser literal, mas permanecendo estritamente fiel à obra. Imagino o Antonio Houaiss tendo à frente o volume, em inglês, com o início de Ulisses: ''Sobranceiro, fornido, Buck Mulligan vinha do alto da escada...''. Sobranceiro! Se começasse a escrever um livro, começaria com sobranceiro? E imaginem um alemão que resolvesse traduzir Guimarães Rosa (o que foi feito, mas ignoro o nome do herói). Abre o Grande sertão: veredas e a primeira palavra com que se depara é: ''Nonada''. E agora? Como é ''nonada'' em alemão?
O Magu, que anda sumidíssimo depois que o Flor do Lavradio entrou numa reforma que não acaba, pensou em desistir da profissão de repórter e suicidar-se depois que teve que explicar para o editor do Montbläat, o jornal em que trabalha, o que vinha a ser ''subteto do Poder Judiciário''. Experimentem traduzir ''subteto'' numa língua racional qualquer, como o sueco, e vejam o que é bom para a tosse. Para mim, ser tradutor é chegar a um patamar da intelectualidade ao qual jamais terei acesso. É gente como os Marcos, o Santarrita e o de Castro, o Leo Schlafman, a Eliane Zaguri e - por que não? - simplesmente o incomparável Millôr. Tenho uma amiga, Kristina Michaellis, que também se dedica a traduções. Traduziu pacientemente as cartas de meu pai à minha mãe pouco antes dele morrer, na Segunda Guerra. São cartas apaixonadas, mas onde o terror do nazismo se insinua, banalmente, nas providências que ambos discutiam para que ela pudesse tirar um atestado de pureza racial que permitiria o casamento de ambos, já que ela era italiana e ele alemão. (Não foi possível, a morte foi mais rápida do que a burocracia totalitária e absurda.)
Tentei traduzir uma vez e não fui além do primeiro capítulo. É um livro de um jornalista francês, Dominique Lapierre, Muito além do amor. Meu nome figura (imerecidamente) nos créditos como tradutor com o mesmo destaque de Ana Maria Sarda, que fez 90% do trabalho. Traduzir é difícil (e em geral mal pago). Vejam só o que pode acontecer quando burros informáticos resolvem achar que traduzir é mole e bolam programas de tradução instantâneos que outros, mais burros (ou sovinas) ainda, usam. Há alguns meses fui a Brasília e hospedei-me num dos hotéis mais finos da cidade. À noite bateu a fome e resolvi consultar o serviço de quarto. Comecei a ler o cardápio, cuidadosamente impresso, e fui ficando assustado. Onde eles teriam arranjado tal tradutor maluco? Tudo era literal. O contrafilé, em português, virou against filet. Creme Rachel, um tipo de sopa, foi traduzido para It cremates Rachel. ''Creme'', substantivo, virou verbo e a ordem era pegar a pobre da Raquel e metê-la num forno até virar cinzas. Outro prato era à base de ''nobre corte de contrafilé''. O corte da carne era nobre, mas o ''tradutor'' achou por bem transformar o adjetivo ''nobre'' em substantivo e deu num prato de canibal: nobleman cuts of against filet, ou seja, ''cortes de contrafilé de nobre''.
Maminha de alcatra é outro pedaço de carne que pode ser muito traiçoeiro se for traduzido literalmente. Vejam só. Em português o hotel oferece: ''delicada peça de maminha grelhada''. Maminha foi traduzido, ao pé da letra, como breast, que em inglês significa seio, mama ou peito, mas jamais um corte de carne. Imaginem o americano ou inglês horrorizado ao constatar que pode pedir (e comer) delicate breast pieces griled, ou seja ''delicados pedaços de seio grelhados''.
Mais estranha ainda ficou uma picanha na ''manteiga ao café de Paris''. Paris, a capital francesa, metamorfoseou-se no verbo ''parir'', ''dar à luz''. A coisa ficou assim em inglês (?): butter coffe of you give birth, algo que - tentando verter para o português - resultaria em mais ou menos isto: ''manteiga café que você pariu''.
Já imaginaram o gringo tentando entender frutas da estação (da primavera, verão, etc., season em inglês), traduzidas como fruits of the station, ou seja, da ''estação'' (de trem)? Tiras finas de carne resultam em fines ribons of meat. Ribbon em inglês é ''fita'' e não ''tira''. ''Molho de espinafre'' passa pelo mesmo processo maluco: o molho (substantivo), sauce em inglês, vira wet, do verbo ''molhar'' e resulta em algo que até parece inglês: I wet of spinach. A essa altura o hóspede deve achar que se internou num manicômio e vai ter certeza quando perceber que lhe estão oferecendo Pitus in coconut."


Vale a pena ler de novo: Entrevista com o Fritz Utzeri no site Fazendo Media, a média que a mídia faz.

Experiência em tradução inglês - português, versão português - inglês e revisão de artigos acadêmicos para publicação, teses, textos para estudo, cartas de apresentação e currículos estendidos.

As áreas nas quais tenho conhecimento e que mais me identifico são:

  • Comércio, finanças e administração
  • Cultura e comunicação
  • Artes e entretenimento
  • T.I.
  • Pedagogia
  • Alimentação
Algumas das empresas para as quais prestei e/ou presto serviços eventuais como tradutora e revisora
  • Editora Monolito - versão em inglês de publicações da área de arquitetura
  • Aió Comunicação - tradução para legendagem de vídeos instrucionais
  • Percurso - Revista de Antropologia - revisão em português e versão em inglês dos abstracts
  • Editora Arte e Ciência - revisão de artigos científicos para publicação
  • Editora Champagnat Puc-PR - tradução e versão de material para publicação
  • Toscochanchada - textos bem-humorados sobre comportamento e moda (http://toscochanchada.com.br/author/jspadoto/)
  • E-how - tradução de artigos e produção de conteúdo (http://www.ehow.com.br/prototipo-planeta-netuno-como_24014/)
  • Mr. Dub - tradução para dublagem de episódios da série House Hunter International
  • Editora Flex - revisão textual dos manuais e simulados para motoristas "como fazer"
  • PORTAL CENNARIUM - legendagem em inglês para o Cennarium, portal de teatro brasileiro, com as peças "Ogroleto", "Era no Tempo do Rei", "Vila Tarsila" e "Caolha"
  • Marilan s/a - tradução  e revisão de contratos de distribuição, licitações, entre outros
  • Dori Alimentos Ltda - versão para o inglês de balanços sociais anuais e da última edição do site em inglês
  • CarneTec Brasil - tradução e revisão de artigos técnicos sobre estudos e produtos cárneos para o site carnetec.com.br
  • Brunnschweiler Latina Ltda - versão para o inglês de planilhas e manuais
  • Aroma Brasil Cachaça - versão para o inglês de flyers e bloquetos explicativos e legendagem de reportagem sobre a produção de cachaça no interior paulista.
  • Markestrat, Centro de Pesquisas e Projetos em Marketing e Estratégia - Tradução e revisão de relatórios de pesquisa na área de comércio, marketing e localização.
  • Brudden Equipamentos Ltda: tradução de manuais técnicos e revisão de correspondência internacional
  • Carino Ingredientes Ltda - versão para o inglês de catálogos
  • Grupo Jacto - versão de texto para narração de documentários institucionais
  • Hydronorth Tintas - versão em inglês de catálogos detalhados de produtos 
  • UNESCO - Escritório central SP - versão de projetos assistenciais para o inglês
  • Rotary Club de Marília - em parceria com a TVA Marília, legendagem em inglês de documentários institucionais
  • SP Telefilms - legendagem em inglês de capítulos da nova "Bicho do Mato", Rede Record, para avaliação para o Grammy Latino 2007
  • UNIVEM - Centro Universitário Eurípides de Marília - Editing e revisão e versão de artigos e resumos para a publicação "Em Tempo".
Trabalhos relacionados como professora:

CESMAR - Workshop de Comunicação Empresarial para alunos do curso de Administração em outubro de 2013

Ale Idiomas Marília - Palestra e workshop sobre português instrumental para funcionários do Esmeralda Shopping, Marília, em fevereiro de 2012

FIO - Professora do curso de Tradução para Legendagem para alunos de pós-graduação lato sensu em Letras das Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) - SP em outubro de 2004.

USC - Professora do curso de Tradução para Legendagem para bacharelandos do curso de Tradução da Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru - SP em dezembro de 2004.

UNIVEM - Professora do curso de Inglês Instrumental para alunos ingressantes no Mestrado em Ciência da Computação do Centro Universitário UNIVEM Fundação Eurípides Soares da Rocha de fevereiro a julho de 2002.

Palestras proferidas na USC de Bauru em 10 de outubro de 2004 e na Fundação Eurípides de Marília em 5 de maio de 2004 sobre campo de trabalho no interior paulista para legendagem e tradução audiovisual (web pages, DVD, publicidade, etc).

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Valores base:

Traduções (textos, documentos, artigos e outros a consultar)
R$ 0,12 por palavra (inglês>português)
R$ 0,17 por palavra (português>inglês)

Interpretação (acompanhamento com tradução simultânea e presencial)
hora/trabalho a combinar

Revisão de textos originais em inglês ou português (Editing)
Até R$9,00  a cada 500 palavras do original

Legendagem/ Versão de filmes para legendas, com roteiro original ou áudio completo
R$ 100,00 (cada 10 minutos)

Textos de 350 palavras ou menos (abstracts, chamadas de narração em áudio, frases para comerciais e propagandas)
R$ 50,00 (valor mínimo - inglês>português)
R$ 60,00 (valor mínimo - português>inglês)

Transcrição de áudio e tradução de Websites
a consultar


Casos específicos de quantidade de trabalho ou outra natureza similar podem ser negociados.

Formas de Pagamento:

Depósito bancário
Transferência bancária
Boleto via PagSeguro UOL


Forma de entrega dos originais:

E-mail
Fax
Mídias tais como DVD, CD o pen drive
Cópias impressas ou xerox de boa qualidade


Prazos:

Os prazos de entrega são a combinar.

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Sou tradutora, professora, viciada em trabalho e café, balzaquiana, eterna roqueira de alma, amante das Letras, dos filmes enlatados e da moda retrô, elurófila, curiosa, maleável, confiável, etc e tal.

E sou inquieta.
Estou de casa nova, agora em Londrina, Paraná. Little London.

Vou manter o antigo texto sobre Marília, onde eu morava. Não vou deixar para trás porque meus familiares e amigos ainda estão lá, e manterei minha visita mensal. Pelo menos.


Mas como me disseram certa vez, a casa do tradutor é a Internet. E eis-me aqui, aí, ali e acolá!


Nascida em São Paulo, atualmente vivo em Marília, bela cidade do interior paulista, centro universitário e capital (informal) nacional do alimento. O nome foi inspirado no poema arcadista de Tomás Antônio Gonzaga, recitado à exaustão por alunos imberbes que só mais tarde perceberão a desproposital porém coincidente semelhança entre a Marília moçoila e a Marília cidade:

Enquanto revolver os meus consultos,
Tu me farás gostosa companhia,
Lendo os fatos da sábia mestra história,
E os cantos da poesia.
Lerás em alta voz a imagem bela,
Eu vendo que lhe dás o justo apreço,
Gostoso tornarei a ler de novo
O cansado processo.
Se encontrares louvada uma beleza,
Marília, não lhe invejes a ventura,
Que tens quem leve à mais remota idade
A tua formosura.



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Bacharel em Tradução pelo Centro Universitário UNIVEM, Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha de Marília, SP.
Título de 31 de julho de 2002

Pós-graduação lato sensu em Língua Inglesa pela UEL - Universidade Estadual de Londrina
Título de 30 de agosto de 2007


· Experiência Profissional

SP Telefilm Brasil - Tradutora e legendadora dos canais pagos de televisão HBO, The History Channel, E! e A&E Mundo desde agosto de 2002.

Colégio Cristo Rei de Marília – professora efetiva (Ensino Fundamental) de Inglês desde janeiro de 2009 e professora substituta (Ensino Fundamental) de Redação de agosto a dezembro de 2008.

UNIESP Campus Marília - professora de Comunicação Empresarial e Leitura e Interpretação de Texto dos cursos de Administração e Pedagogia. De julho de 2011 a dezembro de 2013.

UNIVEM – Centro Universitário Eurípides Soares da Rocha de Marília - Professora dos cursos de graduação em Comércio Exterior, Administração, Ciência da Computação e Engenharia de Produção de fevereiro de 2003 a dezembro de 2007, lecionando as disciplinas Inglês Comercial, Comunicação Empresarial, Inglês Instrumental e Metodologia Científica, respectivamente.


Tradutora e revisora freelancer ativa em várias áreas de conhecimento (vide "Portfolio")

Experiência de estudo e ensino em inglês e português comercial e administrativo

Experiência em aulas para todas as idades, do ensino infantil ao superior

Leciono disciplinas de Inglês, Inglês Comercial e Instrumental, Língua Portuguesa, Comunicação e Redação empresarial e Metodologia Científica.

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